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Campeão do Pan Americano: Alejandro Juanuk conquista o ouro em Antofagasta, no Chile

Alejandro Juanuk é o novo campeão do Pan Americano de Triathlon. A conquista veio em Antofagasta, no Chile, no dia 5 de julho, depois de sete semanas de preparação longe de casa. Mais do que uma medalha, o ouro coroou um período de treinos em altitude, planejamento tático e muita disciplina.

Um Pan Americano no coração do Deserto do Atacama

Antofagasta recebeu o Pan Americano com condições que testaram cada atleta. A temperatura média era de 17 °C, com umidade do ar abaixo de 60% por causa da severa aridez do Deserto do Atacama.

A cidade se preparou com uma grande operação de logística e segurança. Todas as vias do percurso de ciclismo foram totalmente interditadas. Por isso, o nível de proteção aos atletas foi um dos mais altos já vistos em competições internacionais.

O mar, no entanto, impôs seus próprios desafios. A natação aconteceu em uma das quatro praias artificiais construídas na cidade, já que quase toda a costa de Antofagasta é formada por rochas. Além disso, a saída para o mar aberto apresentava correnteza significativa, o que tornou o percurso ainda mais exigente.

Natação: largada forte para sair entre os primeiros

O percurso de natação, muito bem demarcado, teve a distância reduzida para 350 metros. Alejandro sabia exatamente o que precisava fazer.

“A natação sempre foi um dos meus pontos mais desafiadores, mas me preparei muito para este momento. Sabia que precisava largar muito forte e nadar os primeiros 100 metros como nunca havia feito. Meu objetivo era sair da água entre os dez primeiros colocados.”

A primeira transição aconteceu de forma tranquila, embora um pouco confusa: a área foi compartilhada com atletas de categorias que haviam largado às 7h.

Ciclismo: 45 dias de montanha para atacar na hora certa

Na sequência, os competidores enfrentaram 10 quilômetros de ciclismo. O trecho estava extremamente bem-sinalizado e com asfalto em excelentes condições, o que permitiu ritmo elevado do início ao fim.

Foi ali que a estratégia construída ao longo de semanas entrou em ação.

“Passei 45 dias na Colômbia treinando em regiões montanhosas para ganhar força e condicionamento físico e enfrentar um percurso como este. O objetivo era produzir a potência necessária para iniciar a corrida na liderança. Sabia que teria grandes ciclistas ao meu lado, mas meu plano sempre foi desmontar entre os três primeiros na T2. Programei meu ataque junto a dois atletas do Chile logo após o retorno da segunda volta e consegui executar exatamente como havíamos planejado.”

Corrida: a melhor prova da vida e o ouro do Pan Americano

O trecho final, de 2,5 quilômetros de corrida, também estava muito bem-sinalizado. O percurso tinha um setor bastante técnico, com piso que exigia máxima atenção, enquanto a maior parte da prova aconteceu sobre o asfalto.

Ao cruzar a linha de chegada como campeão do Pan Americano, Alejandro se emocionou.

“Me preparei muito para este momento. Trabalhei duro para conquistar a velocidade que consegui imprimir nesta prova. Foram sete semanas longe da minha família e do conforto de casa. Passei dias treinando em altitude, enfrentando dificuldades, mas sempre digo que o mais importante é saber viver a jornada e entender o processo. Foi isso que me permitiu fazer a melhor corrida da minha vida. Quando vi o pórtico de chegada à minha frente, nos últimos 300 metros não olhei mais para trás. Apenas aumentei a velocidade. Naquele momento pensei: desta vez o ouro é meu. E assim aconteceu.”

Uma vitória dedicada a quem esteve ao lado dele

O campeão fez questão de dedicar o título do Pan Americano às pessoas que estiveram presentes em toda a preparação.

“Dedico esta vitória à minha família, que nunca deixou de acreditar no meu sonho, e ao meu treinador, Paulo Vitor. No dia do nascimento da sua filha, ele estava ao meu lado. Nos primeiros dias de vida dela, ele escolheu permanecer 45 dias longe de casa para priorizar minha preparação e evolução como atleta. Paulo, esta vitória também é sua. Tenho certeza de que ainda viveremos muitos momentos como este.”

Alejandro também agradeceu à equipe multidisciplinar que participou de sua preparação. “Quero agradecer ao treinador Frank Silvestrin, à Dra. Daniella, ao Dr. Marcelo e a todos os profissionais que contribuíram para esta conquista.”

Gratidão aos patrocinadores e apoiadores

Por fim, o atleta fez um reconhecimento especial aos patrocinadores e às instituições que viabilizam sua carreira.

“Minha gratidão à Mormaii e à Havan, patrocinadores que acreditam no meu projeto e caminharão ao meu lado pelos próximos anos. Também agradeço às Leis de Incentivo ao Esporte e à Federação de Triathlon de Santa Catarina, que me proporcionaram acesso aos recursos necessários para realizar viagens, períodos de treinamento e competições internacionais. Sem esse apoio, resultados como este seriam muito mais difíceis de alcançar. Muito obrigado a todos!”

Patrocinadores: MormaiiHavanGrupo Koch/KomprãoAsics BrasilF.A. ColchõesBike IradaLojas UnilarScore MediaPrefeitura de Garopaba.

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